
As buscas pelas crianças Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, completam dez dias nesta terça-feira (13), na zona rural de Bacabal, no Maranhão. As operações se concentram nos arredores do povoado São Sebastião dos Pretos, onde a área de procura foi ampliada para um perímetro de 54 quilômetros quadrados.
As forças de segurança informaram que cerca de 60% da área já foi vasculhada. O trabalho conta com apoio de voluntários, que auxiliam nas incursões em matas e regiões de difícil acesso.
Enquanto as buscas avançam, o menino Anderson Kauã, que também estava no local no dia do desaparecimento, segue internado e se recupera bem, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Bacabal. Ele está sendo acompanhado por uma psicóloga.
Por se tratar de uma criança com transtorno do espectro autista (TEA), Kauã só será ouvido por profissionais especializados. A medida segue determinação da promotora de Justiça da Infância e Juventude, Michele Dias, com base na Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017).
Quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) chegaram ao município para acompanhar o caso. A equipe é formada por psicólogo e assistente social, que realizam perícias psicológica e social, além de ouvir parentes das crianças.
Eles já iniciaram entrevistas com familiares e, em um momento oportuno, farão a escuta especializada com Kauã. A expectativa das autoridades é de que o procedimento possa ajudar a esclarecer o caso e trazer pistas sobre o paradeiro dos dois desaparecidos.
De acordo com o delegado-adjunto de Apoio Operacional, Éderson Martins, a principal linha de investigação segue sendo o desaparecimento das crianças. No entanto, outras hipóteses não foram descartadas e continuam sendo analisadas pela Polícia Civil.
*Fonte: Imirante.com.*






















