
Há algum tempo, quase que bem recentemente, me flagrei refletindo sobre a frase “mergulhar em águas rasas” que sinceramente não me recordo de ter escutado antes. Automaticamente meu subconsciente tentou criar um significado para aquela frase solta em meu pensamento.
Comecei a refletir sobre como em nossas vidas temos o costume de acreditar que metaforicamente tudo pode ser o fim do mundo e como sempre temos o costume de acreditar que todos os nossos problemas podem ser mais catastróficos do que eles realmente podem ser, principalmente os menores que se tornam grandes em nossa percepção.
Atrelado ao nosso péssimo hábito de termos a crença de que temos a consciência do suficiente de adivinharmos o amanhã, mergulhamos em águas rasas com a alta crença que nos afogaremos e percebemos que ainda estamos na borda.
Ficou confirmado em meu subconsciente que o “mergulhar em águas rasas” é apenas a metáfora de nossos problemas e dúvidas sendo enxergadas mais extensas e profundas que realmente são.
Quem de nós, em cada momento da vida, nunca mergulhou pensando em se afogar e água mau passou de nossos tornozelos?
Atenciosamente,
Lannielle A. Sousa.
Jornalista.





















