
O jornalismo é uma profissional que nos ensina muito mais sobre a ética dentro da vida humana e como nos relacionamos com catástrofes na vida. Não necessariamente esse contexto deve-se adentrar apenas ao meio jornalístico, também devia ser algo do nosso cotidiano pessoal, não importamos quem sejamos pessoal e profissionalmente.
Este editorial tem como principio servir de alerta a jornalistas e pessoas “comuns” a terem cuidado na hora de divulgar imagens de corpos, vítimas de acidentes no local do acontecimento e também na propagação de informações pessoais de pessoas que morreram ou estão em estado totalmente crítico.
Em primeiro lugar devemos lembrar que estamos vivendo em um mundo totalmente no digital, familiares e amigos podem ter acesso diariamente a imagens de pessoas queridas em situações traumatizantes. Apenas analisem como uma situação totalmente emocional e imaginem um pai e uma mãe tendo acesso à foto de um filho morto no local de um acidente e imaginem essas pessoas sabendo que tantas outras terão acesso a este conteúdo.
A vida pessoal de uma vítima para além do acontecimento não é de interesse de ninguém e também é desrespeitoso com a vítima. Sendo assim, não compartilhe imagens de corpos e também não compartilhe informações que desrespeitem a memória de quem não pode mais se defender.
Atenciosamente,
Jornalista, fotógrafa e escritora do conto “Uma visita para Tuti”.





















