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A importância da educação financeira: entrevista com economista Laura Pacheco sobre o assunto

A educação financeira é o processo de adquirir habilidades e conhecimentos acerca do seu dinheiro e para ter boas informações eficazes sobre as suas economias. Tudo isso envolve entender como ganhar, gastar, economizar, investir e proteger seus recursos financeiros ao longo da vida.

Para tratar sobre este assunto, o Portal da Lane Sousa entrevistou a economista e palestrante Laura Pacheco

  1. Qual é o erro mais comum que os brasileiros cometem ao iniciar a organização financeira, e qual seria a primeira ação prática que um iniciante deveria tomar para corrigi-lo? 

Certamente, o erro está em não acreditar no poder dos pequenos hábitos, mesmo que alguns resultados levem tempo, o tempo vai passar de qualquer jeito. E, quando ele passar, é muito mais difícil encarar o arrependimento por não ter começado uma organização financeira antes.

É um engano pensar que construir um futuro próspero significa deixar de ser feliz no presente — não é isso.

O segredo está na conquista de pequenos hábitos construtivos que, quando praticados todos os dias, trazem grandes realizações e evitam muita dor de cabeça na vida financeira. (Afinal, o “remédio” para más decisões financeiras costuma sair muito caro!)

Acredite: poupar R$30,00 por mês é melhor do que não poupar nada, mesmo que a vida dos sonhos exija muito mais do que R$30,00 mensais, o primeiro passo é conquistar o hábito de poupar — mesmo que seja pouco — e depois aumentar os valores conforme sua condição.

É como na academia: primeiro vem o hábito, depois vem o aumento do peso. Mas o que realmente traz o resultado é a constância.

   2.Em um cenário econômico com inflação persistente, como a educação financeira pode ajudar o cidadão comum a          proteger seu poder de compra e a tomar decisões de investimento mais seguras? 

Por incrível que pareça, a Educação Financeira que realmente impacta a vida do cidadão é capaz até de influenciar os padrões de juros e inflação no nosso país! Mas, claro, isso é um verdadeiro trabalho de formiguinha — algo que não acontece do dia para a noite.

Proteger nosso poder de compra é uma das principais funções dos investimentos, especialmente no longo prazo.

A Educação Financeira nos mostra como funcionam os ciclos econômicos e como devemos nos comportar em cada fase.

Como regra “de bolso”: proteger o dinheiro da inflação é possível quando investimos em opções cuja rentabilidade está atrelada ao IPCA — o índice oficial de inflação do Brasil.

     3.Qual a sua visão sobre o uso consciente do crédito (cartões e empréstimos) e quais estratégias a economista                recomenda para quem deseja sair do endividamento sem comprometer totalmente o orçamento? 

O cartão de crédito é uma ferramenta maravilhosa quando se tem educação e consciência financeira — quando você não depende do “dinheiro do futuro” para pagar a fatura do cartão.

Ele oferece várias vantagens: permite manter o dinheiro rendendo até a data do pagamento, acumular pontos e milhas para viajar, ter acesso a salas VIP em aeroportos, seguro-viagem e ainda parcelar compras sem juros.

Porém, a realidade da maioria das pessoas é diferente: o cartão acaba sendo usado como uma extensão da renda, mesmo quando o dinheiro para pagar a fatura ainda não entrou na conta.

Isso cria uma verdadeira armadilha financeira, alimentada por um excesso de confiança de que será possível “dar um jeito” de pagar no futuro ou de que a fonte de renda vai se manter estável.

Na prática, muitas famílias acabam não conseguindo quitar as faturas, recorrendo a parcelamentos e refinanciamentos com juros altíssimos, o que gera um ciclo de endividamento difícil de romper.

        4.Para um jovem que está começando a carreira, como equilibrar a necessidade de poupar para emergências com o desejo de realizar metas de médio prazo, como a compra de um imóvel ou o planejamento da aposentadoria?

Comece sempre investindo em Renda Fixa com Liquidez Diária, de preferência em opções que rendam pelo menos 100% do CDI ou a taxa Selic. Bons exemplos são os CDBs de resgate imediato e o Tesouro Selic.

Não importa o valor: invista todos os meses, ou sempre que receber algum dinheiro, para transformar o “hábito de poupar” em um comportamento automático.

Para a aposentadoria, a recomendação é priorizar investimentos de longo prazo e que sejam atrelados à inflação,mas tenha cuidado com aplicações de prazos muito longos (como 2055 ou 2060), frequentemente oferecidas por assessores e gerentes de bancos e corretoras.

Da mesma forma, evite previdências privadas de bancos — busque sempre a orientação de um especialista em previdência.

Se a previdência privada for um benefício oferecido pela empresa onde você trabalha, geralmente vale muito a pena, já que a empresa também contribui.

Ainda assim, fique atento às regras e carências do plano.

Além disso, contribua para o INSS — não deixe de pagar!

É uma contribuição de baixo custo e funciona também como uma proteção social, oferecendo benefícios como aposentadoria, licença-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte.

Mesmo que o sistema tenha desafios e passe por reformas, os direitos sociais e de seguridade são garantidos por lei.

Para acompanhar e conhecer ainda mais o trabalho da economista, a siga em seu instagram clicando aqui

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SOBRE LANE SOUSA

Lannielle Araújo de Sousa conhecida como “Lane Sousa” é uma jornalista formada pela Universidade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – Unifacema.

Atua nas áreas de jornalismo digital e radialismo. Deste 2020 comanda o podcast de entrevistas e entretenimento o “Falando sobre isso”.

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