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Entrevista com a economista Laura Pacheco sobre organização financeira

A economista Laura Pacheco. Foto Redes sociais.

Precisamos sempre aprender a organizar as finanças para podermos sempre controlar os nossos gastos, seja para nossa casa, nossas contas ou divertimentos do cotidiano, como uma ida à sorveteria, ao cinema e tantos outros lazeres que necessitamos realizar qualquer tipo de pagamento financeiro.

Para explicar de uma forma prática e direta como as pessoas podem realizar a educação financeira no dia a dia, o Portal da Lane Sousa entrevistou a economista Laura Pacheco sobre este assunto importante para todos.

  1. Como as pessoas podem começar a praticar educação financeira de uma forma prática no dia a dia?

Educação Financeira se trata da adoção de um método para se relacionar com o dinheiro. O dinheiro é uma certeza na vida do cidadão, independente de classe social. Todos precisamos nos relacionar com o dinheiro para atender às diversas demandas da vida. Sendo assim, ter acesso a um método para essa relação deveria ser tratado como crucial e obrigatório já no ensino básico das escolas.

Ter um método de Educação Financeira é trabalhar os três grandes temas abaixo:
1) Reconhecer o dinheiro como uma ferramenta de troca e reserva de valor;
2) Ser consciente das tomadas de decisões, entender que dinheiro é um símbolo da entrega e recebimento de valor e conhecer o quanto se ganha e o quanto se gasta em um período de 30 dias corridos.
3) Planejar e estabelecer uma estratégia para a construção e preservação do patrimônio. Precisamos atender o nosso indivíduo do hoje, sem comprometer o nosso indivíduo do futuro.

Nessas três esferas, cada idade pode abarcar um nível de profundidade nos diversos temas que devem ser trabalhados. No Instituto Brasileiro de Finanças, desenvolvemos 30 etapas para serem trabalhadas em sala de aula ao longo de um ano. Essas etapas foram criadas com o potencial de evoluir e aprofundar conforme o material for sendo utilizado por idades mais avançadas. A Educação Financeira não aborda apenas conhecimentos de matemática, mas também história, sociologia, filosofia, política, meio ambiente, podendo avançar até para conhecimento de psicologia em uma abordagem de Finanças Comportamentais. É um tema bastante vasto, importantíssimo e é possível desenvolver conteúdos que se adéquam a todas as idades.

2. Existem pessoas com compulsão por compras e isso acaba sendo prejudicial. Quais conselhos você dá para as pessoas que possuem este vício?

A compulsão por compras não é o problema, é apenas um sintoma do verdadeiro problema. Qualquer tipo de compulsão deve ser tratado por profissionais da área da saúde que ajudarão o indivíduo a identificar e tratar as verdadeiras causas daquele gatilho que se manifesta em um movimento descontrolado de compras. Inclusive, pacientes com diagnóstico de acumulação são muitas vezes pessoas que compram compulsivamente e que acabam nem dando utilidade para tudo aquilo que compram. Como qualquer outro distúrbio mental, vai haver casos brandos e graves, ambos devem ser tratados por profissionais capacitados para isso.

3. Como os pais de crianças e adolescentes podem ensinar os filhos sobre educação financeira de uma forma mais simplificada no dia a dia?

O trabalho de educação financeira dentro de casa começa através da educação dos adultos. Por exemplo, é bastante comum pais reclamarem de como os filhos se alimentam, porém, eles mesmos não se alimentam de forma adequada e continuam comprando alimentos de baixo valor nutricional para dentro de casa. Assim como no hábito de uma boa alimentação, o hábito de boas práticas na relação com o dinheiro deve ser praticado pelos pais antes de repassar isso aos filhos. Dentro de casa, não deve ser um tabu falar sobre dinheiro, deveríamos nos familiarizar com o entendimento do que é o dinheiro, trazer a clareza de que Pix e Cartão de Crédito e Débito também são ferramentas para usar o dinheiro, reconhecer o dinheiro como uma solução e não usá-lo como alvo de reclamações.(o que é bastante comum).

Deve-se falar de dinheiro com o uso da lógica: há um valor que entra e um valor que sai todos os meses, o quanto sobra (ou deixa de sobrar) define a nossa saúde financeira. Abandone o hábito de usar expressões como “Não tem dinheiro!” “O problema é o dinheiro!” “A gente não tem dinheiro!” e passe a construir um orçamento familiar envolvendo a família no cumprimento de sonhos e metas que podem ser construídos e conquistados juntos.

Através do Instagram do Instituto Brasileiro de Finanças, Laura ensina as pessoas a como começar a investir sendo iniciante. Clique para conhecer  o Instagram da Laura Pacheco e do Instituto Brasileiro de Finanças. 

Acompanhe também o canal de educação financeira da economista no Youtube.

 

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SOBRE LANE SOUSA

Lannielle Araújo de Sousa conhecida como “Lane Sousa” é uma jornalista formada pela Universidade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – Unifacema.

Atua nas áreas de jornalismo digital e radialismo. Deste 2020 comanda o podcast de entrevistas e entretenimento o “Falando sobre isso”.

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